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7 coisas a saber sobre jejum intermitente

Este método não é apenas uma excelente maneira de perder peso mas apresenta também benefícios para o nosso sistema imunitário. Para saber melhor o que é esta tendência, a nutricionista Mafalda Rodrigues de Almeida explica tudo neste artigo.

1. Primeiro que tudo, o que é isto do jejum?

No fundo, o jejum intermitente preconiza um período de tempo, no mínimo de 12h, em que não vamos ter qualquer tipo de ingestão alimentar sobretudo alimentos que possam ter valor calórico. A perda de peso pode ser um dos benefícios, tal como, a prevenção de alguns problemas de saúde, maior equilíbrio na produção hormonal e até melhoria da qualidade do sono sobretudo para quem tem insónias.

2. Qual deve ser a duração do jejum intermitente?

Depende, pois como é indicado no Livro "Em forma com a Bimby® - Jejum Intermitente", são-vos dados vários exemplos de jejum intermitente, sendo que o período mínimo são 12h, podendo ir até 16h, 20h, 24h ou até 48h. Por exemplo, se eu acabar de jantar às 21h, não ingerir mais nenhum alimento, e só tomar o pequeno almoço às 9h, já estou a cumprir um período de jejum intermitente equilibrado, bem feito e adequado.

3. O que é que eu considero importante quando se fala no jejum intermitente?

Primeiro que tudo, é o respeito que temos de ter pelo nosso corpo e pelas suas necessidades. O que eu recomendo é que se comece por fazer jejum intermitente durante um período mínimo 12h e tentar cumprir.

Eu partilho consigo um bocadinho da minha experiência pessoal, por exemplo: adoro tomar o pequeno almoço, custa-me muito não comer de manhã mas o jejum intermitente de 15h é uma coisa que faço muito bem. Ou seja, consigo aguentar até ao meio da manhã, 12h00, no máximo, e depois começo as minhas refeições.

Durante um período de jejum, pode consumir alguns alimentos. Não podem é ter valor calórico considerável. Fica limitado a água, café ou chá. 

4. Como se deve iniciar o jejum intermitente?

Ingerindo uma boa refeição equilibrada. Optando por iniciar o jejum após o jantar, não deve jantar apenas uma sopa e uma peça de fruta, e esperar conseguir fazer muitas horas de jejum. Esta refeição não deixa o corpo nutrido o suficiente para se manter bem durante o jejum. O corpo vai entrar em processo de citogénese e vai usar as reservas de gordura como fonte de energia, mas como a ingestão de alimentos não foi suficiente para alavancar esse processo, o corpo acaba por usar a massa muscular como fonte de energia, e não é isso que se pretende.

Se pretende perder peso e caso o horário mais conveniente para si para iniciar o jejum seja à noite, opte por um jantar com alimentos mais leves e com boas fontes de proteína: peixe com legumes, carne com legumes ou salada. Evite os alimentos mais calóricos como o cuscuz, arroz, quinoa, massa ou pão.

5. Como se deve quebrar o jejum intermitente?

Deve optar por uma boa fonte de proteína. É normal que após um jejum lhe apeteça ingerir fruta ou hidratos de carbono mas nesta altura o corpo precisa da proteína como nutriente principal. E porquê? Porque durante este período de jejum, o nosso corpo foi às nossas reservas de hidratos de carbono e de alimentos que consumimos na última refeição 'buscar' energia corporal. A este processo chamamos de citogénese, que no fundo é quando o nosso corpo usa a massa gorda como fonte de energia.

Deixo alguns exemplos:

  • Quebrar o jejum a meio da manhã: ovo cozido e uma peça de fruta, Húmus com palitos de fruta, Iogurte skyr com fruta
  • Quebrar o jejum ao almoço: Fonte de carne, peixe ou ovo, com leguminosas ou tofu com legumes.

6. Porque é que não é uma estratégia infalível?

Porque mesmo fazendo 14h de jejum, se não tiver uma alimentação equilibrada durante o período em que está acordado e a consumir alimentos, não servirá de nada. Se pretende que o jejum seja uma estratégia para o ajudar a perder peso, deve promover uma ingestão calórica mais pequena (nos períodos em que não está em jejum) e consumir alimentos de qualidade.

7. Quem é que não deve fazer jejum intermitente?

Pessoas que estejam a passar por fases de crescimento, portanto abaixo dos 18 anos, não se recomenda de todo. Pessoas que estejam a passar por fases da vida muito particulares, como por exemplo uma gravidez. Ou pessoas que tenham patologias como o caso da diabetes em que se mexe com a glicémia, sendo que nestes casos tem de se ter mais atenção. Para todo o resto das pessoas, de uma forma geral, o jejum é considerado seguro porque na realidade se nós estamos a acompanhar o ritmo do nosso corpo, estamos a respeitar a nossa fome, as nossas necessidades, então não haverá grande problema.